Atrás de uma porta fechada

*Na escuridão de sua cela, já não vive!**O QUE É VIDA?*

Archive for the ‘Agonia’ Category

deus anti-Eu (x) Eu anti-deus

Posted by Julian Elli em 2007/03/11

Por que “a face sem nome” tem mais direitos do que eu?

Por que pode ser, estar e permanecer?

O que foi que eu fiz para ser tão supliciado?

Por que não terei chance para ser feliz?

 

Eu te odeio com toda minha força!

Odiei-te no passado, odeio-te no presente e odiar-te-ei no futuro, seja em vida ou em morte.

Toda a tua criação (ladrões, assassinos, estupradores, usurpadores, molestadores, corruptores, etc.) está amaldiçoada, assim como amaldiçôo a ti!

 

Aquele que está perdido e nas trevas, é o que mais precisa de amparo. Nunca viestes em meu socorro!

 

Eu nunca desejei ser senhor da matéria – pilhador de riquezas -, ter poder, ter fama e o domínio sobre os homens. Minha simplicidade pedia apenas uma família… Um lar digno para que houvesse um “nós”!

 

Por conseqüência, vejo as pessoas como objetos. Canso-me fácil e necessito sempre de outras. Eles não me oferecem nada de melhor, apenas distração!

  

Os teus dizem que temos uma destinação. Mas por que eles têm a contemplação de se realizarem…?

Por que escolhestes minha decadência?

Por que se divertes assim comigo?

 

É sabido que eu sou o permanente reflexo das tuas ações danosas!

Vejo, portanto, em ti que a superioridade que bestializa, degenera, malefica e mitifica um Deus!

 

Se houvesse uma chance, eu te usurparia…

Realidade

O mundo é de quem chega primeiro e tivem a gana para dominá-lo!

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Posted in Agonia, Ateísmo, Desabafo, Infelicidade, Solitude, Tristeza | 25 Comments »

Amor Mutilado

Posted by Julian Elli em 2007/03/04

Brindemos com fogo à nossa feliz desgraça.
Abasteçamo-nos com as chagas, os tumores e o sangue dos infantes!

Toque-me com toda a delicadeza de um estupro.
Deturpe meus versos…
Penetre-me por todos os orifícios e, se preciso for, querido Amor, abra novos caminhos a facada!
Castre-me! Degole-me! Estripe-me!
Perfure o coração com vossa lança fálica!

Produza neste corpo doente e decadente vossa prole,
como larvas alimentando-se do cadáver podre!

Corpo de Santo

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22 de Fevereiro de 1979

Posted by Julian Elli em 2007/02/22

Há 28 anos atrás nascera uma ilusão, que alimentou-me todos os sentidos cruéis!

Se é destino, estar distante e instigar os sentimentos que me deprimem e prenunciam um fim precoce… nunca creditarei verdade! Destino como tal, igual ao meu, não existe. É KARMA!

Cada dia acordo pensando que estes últimos tempos foram um pesadelo, e desejando mais de que tudo que tu estejas ao meu lado no leito. Então se abate a verdade pungente, de que tu só estás comigo em sonhos, nas recordações do longínquo passado e latente nas sombras.

Cada palavra que não pode ser dita entre nós… cada contato que não pode ser efetivado… tudo fez o que sou hoje! Uma estrela em colapso que digere tudo à sua volta e emite radiação na freqüência do ódio!

Tudo o que não pude ser e fazer, devo ao teu Deus e a tua espécie! Não se nasce para o que eu nasci sem um propósito definitivo.

Logo mais, deitarei-me sem qualquer palavra tua, sem tua ação ou teu contato. Nunca desejei fortuna material, acreditei cegamente que o espírito e a carne são a plenitude deste mundo, e que tinhamos a missão de amar! Mas descobri que tudo É FALSO!

**Espero que tenhas recebido o cartão de aniversário que te enviei!

 

Anjo Caido

_<de> Thomas Julian <para> M. de Morte_

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Divino Santo Consagrado

Posted by Julian Elli em 2007/02/21

Eu sou o infinito.

O mais lindo príncipe Negro… Envolto no manto de trevas e sangue!

Tudo diante de mim, nada é, e nada se torna. Desfaz-se como fumaça,

findando-se numa extrema agonia, e nunca deixando marcas!

Eu sou a jóia mais preciosa e perfeita,

um adorno amaldiçoado em teu pescoço,

e que queima as chamas da eterna perdição.

Eu sou onipotência

e tudo diante deste olhos sucumbi à desgraça!

Atrocidade

 

_Thomas Julian Van Death_

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Aonde estou?

Posted by Julian Elli em 2007/02/18

“Minha culpa…

é tão imensa e devastadora.

Meu toque é severo e frio porque tudo o que vejo está errado: o dia, o sol, a noite, a lua...

A morte não responde às minhas indagações. Ela, creio eu, de nada sabe, apenas, vive seu rito macabro e traiçoeiro.

Já a vida, esta sim, nunca existiu de fato. Porque ela não foi feita para ser real. Ela é utópica, falsa e leviana, uma so(m)bra da morte, então por isso não vivo.”

Universo desolador

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