Atrás de uma porta fechada

*Na escuridão de sua cela, já não vive!**O QUE É VIDA?*

Archive for the ‘Perda’ Category

A farça do Amor… O mundo é dor… Condenado a decadência…

Posted by Julian Elli em 2007/11/20

 Poesia: A farça do Amor… O mundo é dor… Condenado a decadência…

(TRECHOS)

MEUS SONHOS SÃO UNICAMENTE ILUSÕES,

QUE APODRECEM ANTES MESMO DE AMADURECEREM.

 

MORTOS, ELES DESPENCAM, DAS ALTURAS DO PENSAMENTO

E INFECTAM A TERRA. (…)

 

TUDO ESTÁ NEGRO, COMO UM RIO

DE SANGUE QUE CORRE SOB A LUZ DO LUAR.(…)

 

SUFOCA-ME ESTE DESEJO…

 

QUERO ALIMENTAR-TE COM PEDAÇOS DESTE CORPO,

PÚTRIDO E DILACERADO. DEPOIS, NUTRIR-ME

COM TUAS FEZES FRESCAS.(…)

 

Ilusao

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Obsessor, aonde estás minha dor?

Posted by Julian Elli em 2007/09/15

Sinto que você partiu de mim, ser imundo, grotesco, abominável fruto das trevas!

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Falaz Amor

Posted by Julian Elli em 2007/03/16

Tudo começa com a morte. Ela, que vem, que leva, é a senhora das ações e a mãe do futuro!

Conheci esta mãe ao te amar intensamente. Oh, e quão patético fui eu. Quanto mais nobre e puro for este tal amor, mas refinará um ódio eversor, mais brilhante que os olhos lacrimejados daquele que está por morrer!

Digressionei-me do fado… Um reles puto a despencar na trama ardilosa do amor falaz. Meu futuro discipa-se tal qual a tênue neblina e este corpo decumbente, quebra frágil feito folha seca.

Esta rosa fôra plantada sob único sentido: Ser lançada sobre teu esquife. E nem no ato final, ei de tocar-lhe!

Neste vasto oceano de bilhões de cadáveres ôcos, como pude eu…
Como pudeste tu, ter sabor mais pungente, ser mais fascinate do que os outros nada?

Aqui, se tivesses, perto – dentro – salvarias o mundo, todo ele.
Conceda-me um rumo plácido, para um único acerto.

Rosa Morrendo

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Universo Privado

Posted by Julian Elli em 2007/03/09

Cegarei os olhos para não te ver passar.
Queimarei esta pele, e matarei meu tato.
Beberei ácido para poder não sentir teu gosto.

Nada mais me importa!
Tudo deixou de ser distinto:
as formas, as cores, os sons… tudo misturou-se na tela morta, como uma estrela em colapso.
As estações passam em breves segundos, e nada mais permanece, nem o nome fica na memória.
O tempo está decrépito e a matéria gasta demais para produzir vida!

Minha casa -meu lar- tornou-se um pecado.
Minha cova, já não é mais minha, e abriga estranhos.

Foi-se de vez a força que me trouxe aqui.
Meus pés estão em carne viva, e meu coração mofou com o sangue amargo.

Neste território bizarro e confortável,
ergui uma fortaleza de espinhos que espande-se como uma metástase…

Descanso neste trono de ossos encandescentes que me marcam, nutrindo-me das calamidades humanas. Um olor mefítico abraça meu corpo e perfuma o salão.

Consagrado rei mundado… coroado com ramos de urtiga… Fendo este crânio à marteladas entalhando teu nome em meus ossos! Vermes e insetos me apreciam ainda fresco, mas diga-me senhor, qual pedaço de mim devo guardar para vós?

SUPREMO SENHOR DOMINADOR DOS INFEROS

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Paradiso Perduto

Posted by Julian Elli em 2007/03/05

Se a natureza me privou da beleza…
Se a vida me privou de um lar…
Se Deus – qualquer um que não creio!- privou-me do Amor,

É porque tenho que ser uma criatura grotesca, solitária e vertendo em ódio!

Eu choro, num lamento profundo, por meus inocentes filhos sacrificados: abortados e destruidos, pois assim como seu pai – Eu que os amo além de tudo!-, foram impedidos de vingar.

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Não me toques, pois não sabes o que carrego comigo!
Trago toda a dor dos injustiçados. Sou o portador das suas decadências, pois sinto latente, as calúnias que sofreram, o tapa em suas faces, os escarros, a traição, o abandono, a solidão e seus cruéis assassinatos ou suicídios!

 

Cemitério da Alma

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Amor Mutilado

Posted by Julian Elli em 2007/03/04

Brindemos com fogo à nossa feliz desgraça.
Abasteçamo-nos com as chagas, os tumores e o sangue dos infantes!

Toque-me com toda a delicadeza de um estupro.
Deturpe meus versos…
Penetre-me por todos os orifícios e, se preciso for, querido Amor, abra novos caminhos a facada!
Castre-me! Degole-me! Estripe-me!
Perfure o coração com vossa lança fálica!

Produza neste corpo doente e decadente vossa prole,
como larvas alimentando-se do cadáver podre!

Corpo de Santo

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22 de Fevereiro de 1979

Posted by Julian Elli em 2007/02/22

Há 28 anos atrás nascera uma ilusão, que alimentou-me todos os sentidos cruéis!

Se é destino, estar distante e instigar os sentimentos que me deprimem e prenunciam um fim precoce… nunca creditarei verdade! Destino como tal, igual ao meu, não existe. É KARMA!

Cada dia acordo pensando que estes últimos tempos foram um pesadelo, e desejando mais de que tudo que tu estejas ao meu lado no leito. Então se abate a verdade pungente, de que tu só estás comigo em sonhos, nas recordações do longínquo passado e latente nas sombras.

Cada palavra que não pode ser dita entre nós… cada contato que não pode ser efetivado… tudo fez o que sou hoje! Uma estrela em colapso que digere tudo à sua volta e emite radiação na freqüência do ódio!

Tudo o que não pude ser e fazer, devo ao teu Deus e a tua espécie! Não se nasce para o que eu nasci sem um propósito definitivo.

Logo mais, deitarei-me sem qualquer palavra tua, sem tua ação ou teu contato. Nunca desejei fortuna material, acreditei cegamente que o espírito e a carne são a plenitude deste mundo, e que tinhamos a missão de amar! Mas descobri que tudo É FALSO!

**Espero que tenhas recebido o cartão de aniversário que te enviei!

 

Anjo Caido

_<de> Thomas Julian <para> M. de Morte_

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A Obra Prima do Caos

Posted by Julian Elli em 2007/02/18

Marco Zero.

Esta mensagem marca o início da existência deste blog.

“O Nada me parece ser mais valoroso do que tudo que existe!”

– Eu, Thomas Julian Van Death & Mirabeau

Amarras

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