Atrás de uma porta fechada

*Na escuridão de sua cela, já não vive!**O QUE É VIDA?*

Archive for the ‘Sentimento’ Category

Marcos Izidoro

Posted by Julian Elli em 2007/11/22

Marquinhos

Domina-me este desejo inesplicado de amar-te.
Tudo em ti, excita-me e anestesia meus sentidos!
É como um arco-íris, de sabores e emoções
.

Tudo em ti tem valor inestimável:
Teu suor, o brilho do teu olhar, tuas palavras, teu suspiro, teu riso…

És um ser milenar, tal qual o Sol.

Ver-te, é uma exuberância. Surges como a Aurora e o Crepúsculo, simultaneamente.
Ter-te, é gozar a vida plenamente, como num sonho inesquecível, e temer o despertar!

 

Marquinhos2

Esta poesia é dedicada ao Marcos Izidoro que foi meu Muso Inspirador!
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Ó Vida miserável

Posted by Julian Elli em 2007/09/26

EU QUERO TOMAR TODA… E FICAR DE PORRE.

Vem comigo?

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Obsessor, aonde estás minha dor?

Posted by Julian Elli em 2007/09/15

Sinto que você partiu de mim, ser imundo, grotesco, abominável fruto das trevas!

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Sauveteur Exubérant

Posted by Julian Elli em 2007/07/02

 

Salvatore

-Estuprava-me com seu olhar, despindo meu corpo da pele suja.-

-Seu toque era doce, tal qual uma lâmina rasgando a carne viva.-

-Fez-se então um jorro. Meu gozo viscoso… Meu sangue!-

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Prudência

Posted by Julian Elli em 2007/06/29

::Algumas perguntas deveriam morrer, antes de serem vomitadas…!::

 

Porta 

::Algumas portas, jamais devem ser abertas!(…)::

 

Espelho

::(…)Pois algumas verdades, nem deveriam ser ditas!::

 

Solitude

::Certos sentimentos, nunca deveriam ser alimentados, e jamais revelados!::

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Visage d’Ange: O Primeiro

Posted by Julian Elli em 2007/06/05

O que dizer sobre alguém amar a uma pessoa já há 12 anos – desde seus 16 anos -, a quem nunca se teve um contato e se desconhece, quase que totalmente, a vida atual desta pessoa? O que é que motiva uma pessoa a este sentimento modaz e perverso chamado amor? Como é que se consegue libertar disso? Por que não é para ser comigo? Por que que uns têm de sofrer um martírio deste?

Tive de fingir… Tive de usar uma pele falsa, tal qual uma camuflagem, para poder ser ele e conhecê-lo…

Criei um Orkut falso, com sua foto e os poucos dados que eu dispunha e, aos poucos os amigos dele foram se chegando e conversando. Ele não tem Orkut! Este terreno não é nada firme, pois sei que a farsa será desmascarada. Mas é com isso que conto. Se Eu não consigo ir até a Montanha, farei com que Ela venha até Mim!

Esta ação incorre num crime, falsidade ideológica. Confeço minha culpa, mas de quem é a culpa maior: a culpa do Amor, do Desejo, da Paixão, dos Sonhos, do Ego, da Minha Criação, deste infeliz Karma? TUDO QUE FAÇO É POR AMOR E NADA MUDARÁ ESTE FATO!

M  M

*fotos #1 e #2, ele é a 1ª. pessoa da direita para a esquerda.

M não sabe e, talvez, nunca saberá, mas minha vida, meus pensamentos e meu corpo, apenas a ele pertence. Dele nunca terei medo e por ele, se necessário eu morreria!

Só Eu sei: Sou aquele que não o magoaria e nem nunca faria nada para decepcioná-lo, pois eu o amo acima da mediocridade humana.

Mas ele está casado e tem filhos.

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Falaz Amor

Posted by Julian Elli em 2007/03/16

Tudo começa com a morte. Ela, que vem, que leva, é a senhora das ações e a mãe do futuro!

Conheci esta mãe ao te amar intensamente. Oh, e quão patético fui eu. Quanto mais nobre e puro for este tal amor, mas refinará um ódio eversor, mais brilhante que os olhos lacrimejados daquele que está por morrer!

Digressionei-me do fado… Um reles puto a despencar na trama ardilosa do amor falaz. Meu futuro discipa-se tal qual a tênue neblina e este corpo decumbente, quebra frágil feito folha seca.

Esta rosa fôra plantada sob único sentido: Ser lançada sobre teu esquife. E nem no ato final, ei de tocar-lhe!

Neste vasto oceano de bilhões de cadáveres ôcos, como pude eu…
Como pudeste tu, ter sabor mais pungente, ser mais fascinate do que os outros nada?

Aqui, se tivesses, perto – dentro – salvarias o mundo, todo ele.
Conceda-me um rumo plácido, para um único acerto.

Rosa Morrendo

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Chama do Prazer

Posted by Julian Elli em 2007/03/16

A dor de tão presente e fiel, transfigurou-se, desfarçando em prazer.

Nesta segunda-feira dia 12 de março, uma vontade seduziu-me. Tornar a dor mais pulsante – viva! Peguei um garfo, daqueles de churrasco, e esquentei seus 2 dentes na chama do fogão. A covardia era dominante, mas gritava a fome pelo novo prazer. Ouvi o som da pele queimando e fez-se pequenos buracos. Quase hesitei, mas fui forte, repeti o feito por mais cinco vezes e me admirava pela coragem encontrada. Abriu-se uma janela para o terror além…!

Eu meu odeio sobre todas as maneiras e, se é para viver em sofrimento, então verei até onde esta carcaça maldita agüenta!

Quando cicatrizar, tentarei lesões maiores.

*Não sei o que são felicidade e amor!

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Versos desencontrados

Posted by Julian Elli em 2007/03/14

António Tomaz Bôtto

Versos desencontrados

Em nada ou em ninguém
Eu deveria acreditar!
Nem no amor, nem na vida. – As ilusões,
Mesmo até quando vêm disfarçadas
E já conhecem o cliente, hesitam,
E chegam a partir envergonhadas…
As ilusões –
Também têm os seus mais preferidos;
E àqueles que ficaram na ruína
Do pensamento, e são – por graça de conquista
Os pálidos mortais desiludidos,
A esses já não correm muito afoitas
Na mentira das grandes fantasias!
– É por isso que eu hoje ainda vivo
À margem das ridículas tragédias
Que lemos nos jornais todos os dias.

Atulham-se os presídios; no degredo,
Atados à saudade, vão ficando,
– Como lesmas ao luar, esses que matam,
E pelo amor tombaram na desgraça:
– Um sonho, um beijo, uma mulher que passa!
Só a guitarra os lembra ao triste fado
Nos ecos diluídos e chorosos
E fundos do lusíada, coitado!
Eu olho para tudo que enxameia
Nesta viela escura da existência
Como quem se debruça num abismo
E fica revolvendo a consciência
Na tristeza infinita de um olhar!…
– A humanidade é vil e o seu egoísmo
Tem base na vileza de vexar.

Sim;
Por qualquer coisa os homens tudo vendem:
Palavra, dignidade, a própria vida,
Só porque desconhecem a doutrina
Bendita de Jesus; – esse tesoiro,
Essa fonte de luz onde aprendi
A ser leal e amigo e a respeitar
Aquela que nos risos do meu lar
Desembaraça os fios de uma queixa
No mistério que cinge o verbo amar.

Mas quando um ano acaba e outro vem,
Embora a minha fronte e os meus cabelos
Envelheçam na marcha para o fim
E um sabor de renúncia e de cansaço
Vibre, cantando, aqui, dentro de mim,
Rebenta-me no peito uma esperança
Tão lúcida, tão viva, e tão ungida
Na fé que ponho erguendo a minha prece –
Que peço a Deus do fundo da minha alma
Que a todos os que sofrem neste mundo
Dê o conforto de uma vida calma.

António Botto

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Universo Privado

Posted by Julian Elli em 2007/03/09

Cegarei os olhos para não te ver passar.
Queimarei esta pele, e matarei meu tato.
Beberei ácido para poder não sentir teu gosto.

Nada mais me importa!
Tudo deixou de ser distinto:
as formas, as cores, os sons… tudo misturou-se na tela morta, como uma estrela em colapso.
As estações passam em breves segundos, e nada mais permanece, nem o nome fica na memória.
O tempo está decrépito e a matéria gasta demais para produzir vida!

Minha casa -meu lar- tornou-se um pecado.
Minha cova, já não é mais minha, e abriga estranhos.

Foi-se de vez a força que me trouxe aqui.
Meus pés estão em carne viva, e meu coração mofou com o sangue amargo.

Neste território bizarro e confortável,
ergui uma fortaleza de espinhos que espande-se como uma metástase…

Descanso neste trono de ossos encandescentes que me marcam, nutrindo-me das calamidades humanas. Um olor mefítico abraça meu corpo e perfuma o salão.

Consagrado rei mundado… coroado com ramos de urtiga… Fendo este crânio à marteladas entalhando teu nome em meus ossos! Vermes e insetos me apreciam ainda fresco, mas diga-me senhor, qual pedaço de mim devo guardar para vós?

SUPREMO SENHOR DOMINADOR DOS INFEROS

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M!

Posted by Julian Elli em 2007/03/07

Veni, veni, venias

1. 1.
Veni, veni, venias, Vem, vem, que venhas,
ne me mori facias, não me faças morrer,
hyrca, hyrce, nazaza, hyrca, hyrce, nazaza,
trillirivos… trillirivos…
2. 2.
Pulchra tibi facies, Teu rosto lindo,
oculorum acies, o brilho dos teus olhos,
capillorum series, as mechas dos teus cabelos,
o quam clara species! oh, que visão gloriosa!
3. 3.
Rosa rubicundior, Mais vermelha que a rosa,
lilio candidior, mais branca que o lírio,
omnibus formosior, mais bela que todos,
semper in te glorior! sempre em ti exaltarei!

Amore Perduto

*Carmina Burana de Carll Orff*

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Paradiso Perduto

Posted by Julian Elli em 2007/03/05

Se a natureza me privou da beleza…
Se a vida me privou de um lar…
Se Deus – qualquer um que não creio!- privou-me do Amor,

É porque tenho que ser uma criatura grotesca, solitária e vertendo em ódio!

Eu choro, num lamento profundo, por meus inocentes filhos sacrificados: abortados e destruidos, pois assim como seu pai – Eu que os amo além de tudo!-, foram impedidos de vingar.

:::::::::

Não me toques, pois não sabes o que carrego comigo!
Trago toda a dor dos injustiçados. Sou o portador das suas decadências, pois sinto latente, as calúnias que sofreram, o tapa em suas faces, os escarros, a traição, o abandono, a solidão e seus cruéis assassinatos ou suicídios!

 

Cemitério da Alma

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Amor Mutilado

Posted by Julian Elli em 2007/03/04

Brindemos com fogo à nossa feliz desgraça.
Abasteçamo-nos com as chagas, os tumores e o sangue dos infantes!

Toque-me com toda a delicadeza de um estupro.
Deturpe meus versos…
Penetre-me por todos os orifícios e, se preciso for, querido Amor, abra novos caminhos a facada!
Castre-me! Degole-me! Estripe-me!
Perfure o coração com vossa lança fálica!

Produza neste corpo doente e decadente vossa prole,
como larvas alimentando-se do cadáver podre!

Corpo de Santo

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