Atrás de uma porta fechada

*Na escuridão de sua cela, já não vive!**O QUE É VIDA?*

Archive for the ‘Solitude’ Category

A farça do Amor… O mundo é dor… Condenado a decadência…

Posted by Julian Elli em 2007/11/20

 Poesia: A farça do Amor… O mundo é dor… Condenado a decadência…

(TRECHOS)

MEUS SONHOS SÃO UNICAMENTE ILUSÕES,

QUE APODRECEM ANTES MESMO DE AMADURECEREM.

 

MORTOS, ELES DESPENCAM, DAS ALTURAS DO PENSAMENTO

E INFECTAM A TERRA. (…)

 

TUDO ESTÁ NEGRO, COMO UM RIO

DE SANGUE QUE CORRE SOB A LUZ DO LUAR.(…)

 

SUFOCA-ME ESTE DESEJO…

 

QUERO ALIMENTAR-TE COM PEDAÇOS DESTE CORPO,

PÚTRIDO E DILACERADO. DEPOIS, NUTRIR-ME

COM TUAS FEZES FRESCAS.(…)

 

Ilusao

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A imagem do Cria’Dor /(Justiça poética)

Posted by Julian Elli em 2007/09/26

Sublime é
este ser
esculpido a imagem
do Cria’dor.

No teu quarto
caido sobre a cama medonha
está um cadáver…
Braços e pernas quedradas,
pescoço constringido,
pele esburacada, pelo beijo de uma faca!

Amarrada,
perfurada,
queimada,
marcada por meu amor cruel ela está.

Não há remorso que resida
neste bem feitor coração.

Sou uma praga.
Teu pesadelo real.
Sou filho das desgraças,
e provedor da calamidade!

Sou unigênito, filho dum estupro.
Alimentado com vermes,
fezes, insetos e restos mortais.
Fôra educado na perdição da vida.
Nunca conheci a inocência.
Conheci desde cedo a fricção dos corpos famintos…
Fui obrigado a sobreviver como pude…
Vendendo ou trocando, sempre ao prazer de outros…

Sonho pesadelos, e quando acordo vejo:
tudo é real!

No teu quarto, caido sobre a cama,
deixei-vos um presente, digno do meu ser, para ti amor.

furia.jpg

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Sauveteur Exubérant

Posted by Julian Elli em 2007/07/02

 

Salvatore

-Estuprava-me com seu olhar, despindo meu corpo da pele suja.-

-Seu toque era doce, tal qual uma lâmina rasgando a carne viva.-

-Fez-se então um jorro. Meu gozo viscoso… Meu sangue!-

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Prudência

Posted by Julian Elli em 2007/06/29

::Algumas perguntas deveriam morrer, antes de serem vomitadas…!::

 

Porta 

::Algumas portas, jamais devem ser abertas!(…)::

 

Espelho

::(…)Pois algumas verdades, nem deveriam ser ditas!::

 

Solitude

::Certos sentimentos, nunca deveriam ser alimentados, e jamais revelados!::

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Falaz Amor

Posted by Julian Elli em 2007/03/16

Tudo começa com a morte. Ela, que vem, que leva, é a senhora das ações e a mãe do futuro!

Conheci esta mãe ao te amar intensamente. Oh, e quão patético fui eu. Quanto mais nobre e puro for este tal amor, mas refinará um ódio eversor, mais brilhante que os olhos lacrimejados daquele que está por morrer!

Digressionei-me do fado… Um reles puto a despencar na trama ardilosa do amor falaz. Meu futuro discipa-se tal qual a tênue neblina e este corpo decumbente, quebra frágil feito folha seca.

Esta rosa fôra plantada sob único sentido: Ser lançada sobre teu esquife. E nem no ato final, ei de tocar-lhe!

Neste vasto oceano de bilhões de cadáveres ôcos, como pude eu…
Como pudeste tu, ter sabor mais pungente, ser mais fascinate do que os outros nada?

Aqui, se tivesses, perto – dentro – salvarias o mundo, todo ele.
Conceda-me um rumo plácido, para um único acerto.

Rosa Morrendo

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Versos desencontrados

Posted by Julian Elli em 2007/03/14

António Tomaz Bôtto

Versos desencontrados

Em nada ou em ninguém
Eu deveria acreditar!
Nem no amor, nem na vida. – As ilusões,
Mesmo até quando vêm disfarçadas
E já conhecem o cliente, hesitam,
E chegam a partir envergonhadas…
As ilusões –
Também têm os seus mais preferidos;
E àqueles que ficaram na ruína
Do pensamento, e são – por graça de conquista
Os pálidos mortais desiludidos,
A esses já não correm muito afoitas
Na mentira das grandes fantasias!
– É por isso que eu hoje ainda vivo
À margem das ridículas tragédias
Que lemos nos jornais todos os dias.

Atulham-se os presídios; no degredo,
Atados à saudade, vão ficando,
– Como lesmas ao luar, esses que matam,
E pelo amor tombaram na desgraça:
– Um sonho, um beijo, uma mulher que passa!
Só a guitarra os lembra ao triste fado
Nos ecos diluídos e chorosos
E fundos do lusíada, coitado!
Eu olho para tudo que enxameia
Nesta viela escura da existência
Como quem se debruça num abismo
E fica revolvendo a consciência
Na tristeza infinita de um olhar!…
– A humanidade é vil e o seu egoísmo
Tem base na vileza de vexar.

Sim;
Por qualquer coisa os homens tudo vendem:
Palavra, dignidade, a própria vida,
Só porque desconhecem a doutrina
Bendita de Jesus; – esse tesoiro,
Essa fonte de luz onde aprendi
A ser leal e amigo e a respeitar
Aquela que nos risos do meu lar
Desembaraça os fios de uma queixa
No mistério que cinge o verbo amar.

Mas quando um ano acaba e outro vem,
Embora a minha fronte e os meus cabelos
Envelheçam na marcha para o fim
E um sabor de renúncia e de cansaço
Vibre, cantando, aqui, dentro de mim,
Rebenta-me no peito uma esperança
Tão lúcida, tão viva, e tão ungida
Na fé que ponho erguendo a minha prece –
Que peço a Deus do fundo da minha alma
Que a todos os que sofrem neste mundo
Dê o conforto de uma vida calma.

António Botto

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deus anti-Eu (x) Eu anti-deus

Posted by Julian Elli em 2007/03/11

Por que “a face sem nome” tem mais direitos do que eu?

Por que pode ser, estar e permanecer?

O que foi que eu fiz para ser tão supliciado?

Por que não terei chance para ser feliz?

 

Eu te odeio com toda minha força!

Odiei-te no passado, odeio-te no presente e odiar-te-ei no futuro, seja em vida ou em morte.

Toda a tua criação (ladrões, assassinos, estupradores, usurpadores, molestadores, corruptores, etc.) está amaldiçoada, assim como amaldiçôo a ti!

 

Aquele que está perdido e nas trevas, é o que mais precisa de amparo. Nunca viestes em meu socorro!

 

Eu nunca desejei ser senhor da matéria – pilhador de riquezas -, ter poder, ter fama e o domínio sobre os homens. Minha simplicidade pedia apenas uma família… Um lar digno para que houvesse um “nós”!

 

Por conseqüência, vejo as pessoas como objetos. Canso-me fácil e necessito sempre de outras. Eles não me oferecem nada de melhor, apenas distração!

  

Os teus dizem que temos uma destinação. Mas por que eles têm a contemplação de se realizarem…?

Por que escolhestes minha decadência?

Por que se divertes assim comigo?

 

É sabido que eu sou o permanente reflexo das tuas ações danosas!

Vejo, portanto, em ti que a superioridade que bestializa, degenera, malefica e mitifica um Deus!

 

Se houvesse uma chance, eu te usurparia…

Realidade

O mundo é de quem chega primeiro e tivem a gana para dominá-lo!

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Universo Privado

Posted by Julian Elli em 2007/03/09

Cegarei os olhos para não te ver passar.
Queimarei esta pele, e matarei meu tato.
Beberei ácido para poder não sentir teu gosto.

Nada mais me importa!
Tudo deixou de ser distinto:
as formas, as cores, os sons… tudo misturou-se na tela morta, como uma estrela em colapso.
As estações passam em breves segundos, e nada mais permanece, nem o nome fica na memória.
O tempo está decrépito e a matéria gasta demais para produzir vida!

Minha casa -meu lar- tornou-se um pecado.
Minha cova, já não é mais minha, e abriga estranhos.

Foi-se de vez a força que me trouxe aqui.
Meus pés estão em carne viva, e meu coração mofou com o sangue amargo.

Neste território bizarro e confortável,
ergui uma fortaleza de espinhos que espande-se como uma metástase…

Descanso neste trono de ossos encandescentes que me marcam, nutrindo-me das calamidades humanas. Um olor mefítico abraça meu corpo e perfuma o salão.

Consagrado rei mundado… coroado com ramos de urtiga… Fendo este crânio à marteladas entalhando teu nome em meus ossos! Vermes e insetos me apreciam ainda fresco, mas diga-me senhor, qual pedaço de mim devo guardar para vós?

SUPREMO SENHOR DOMINADOR DOS INFEROS

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Paradiso Perduto

Posted by Julian Elli em 2007/03/05

Se a natureza me privou da beleza…
Se a vida me privou de um lar…
Se Deus – qualquer um que não creio!- privou-me do Amor,

É porque tenho que ser uma criatura grotesca, solitária e vertendo em ódio!

Eu choro, num lamento profundo, por meus inocentes filhos sacrificados: abortados e destruidos, pois assim como seu pai – Eu que os amo além de tudo!-, foram impedidos de vingar.

:::::::::

Não me toques, pois não sabes o que carrego comigo!
Trago toda a dor dos injustiçados. Sou o portador das suas decadências, pois sinto latente, as calúnias que sofreram, o tapa em suas faces, os escarros, a traição, o abandono, a solidão e seus cruéis assassinatos ou suicídios!

 

Cemitério da Alma

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Amor Mutilado

Posted by Julian Elli em 2007/03/04

Brindemos com fogo à nossa feliz desgraça.
Abasteçamo-nos com as chagas, os tumores e o sangue dos infantes!

Toque-me com toda a delicadeza de um estupro.
Deturpe meus versos…
Penetre-me por todos os orifícios e, se preciso for, querido Amor, abra novos caminhos a facada!
Castre-me! Degole-me! Estripe-me!
Perfure o coração com vossa lança fálica!

Produza neste corpo doente e decadente vossa prole,
como larvas alimentando-se do cadáver podre!

Corpo de Santo

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Diário de um perdido

Posted by Julian Elli em 2007/02/26

Enternecido coração, que de tão covarde se faz duro.

Faz-me rir este meu jeito egoísta e ilusório de viver.

Nunca soube o que é desgraça. Nunca precisei humilhar-me e nem barganhar a dignidade!

O mundo para mim é descrito em palavras, como se estas pudessem dizer tudo o que há para ser revelado.

Praticamente todas as perguntas que faço estão erradas, e as respostas, talvez corretas.

Mas o que posso fazer, quando não tenho um ponto aonde fixar meu olhar, e nem uma base firme para caminhar sem medo, ou ainda, a utopia de uma vida digna e sublime?

Tantas questões… Quem dera existisse uma resposta definitiva que respondesse todas elas.

Não há mapas, bússolas ou estrelas que me ponham de volta ao curso, deveras transviado.

Encontro-me perdido no meu próprio ser, afogando-me num turbilhão de pensamentos obscuros e revolucionários.

Cansei-me de nada fazer da vida. Já que ela por si só fede, preciso de grana para comprar um bom perfume!

Labirinto da alma

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Sete palmos…

Posted by Julian Elli em 2007/02/23

Se teus fascinantes olhos verdes pudessem enxergar “a sete palmos” diante do teu nariz…

Quão melhor seria!

 

Olhos da Salvação

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22 de Fevereiro de 1979

Posted by Julian Elli em 2007/02/22

Há 28 anos atrás nascera uma ilusão, que alimentou-me todos os sentidos cruéis!

Se é destino, estar distante e instigar os sentimentos que me deprimem e prenunciam um fim precoce… nunca creditarei verdade! Destino como tal, igual ao meu, não existe. É KARMA!

Cada dia acordo pensando que estes últimos tempos foram um pesadelo, e desejando mais de que tudo que tu estejas ao meu lado no leito. Então se abate a verdade pungente, de que tu só estás comigo em sonhos, nas recordações do longínquo passado e latente nas sombras.

Cada palavra que não pode ser dita entre nós… cada contato que não pode ser efetivado… tudo fez o que sou hoje! Uma estrela em colapso que digere tudo à sua volta e emite radiação na freqüência do ódio!

Tudo o que não pude ser e fazer, devo ao teu Deus e a tua espécie! Não se nasce para o que eu nasci sem um propósito definitivo.

Logo mais, deitarei-me sem qualquer palavra tua, sem tua ação ou teu contato. Nunca desejei fortuna material, acreditei cegamente que o espírito e a carne são a plenitude deste mundo, e que tinhamos a missão de amar! Mas descobri que tudo É FALSO!

**Espero que tenhas recebido o cartão de aniversário que te enviei!

 

Anjo Caido

_<de> Thomas Julian <para> M. de Morte_

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